Governo brasileiro pretende romper acordo de importação com o México

O desequilíbrio recente na balanca comercial brasileira abriu os olhos do governo para as importações mexicanas de veículos. Acoado pelo recorde de déficit este ano, a administração federal começou a discutir a possibilidade de romper unilateralmente o acordo de 2002, que isenta de IPI os carros fabricados no México, e assim ganhar fôlego nas contas.

De certa maneira, essa discussão toda mostra que a política industrial brasileira tem sido negligenciada. Na medida em que são firmados acordos de livre comércio com outros países, é necessário aumentar a produtividade, desobstruindo os entraves burocráticos que encarecem a produção, para que seja possível concorrer de igual para igual com a indústria estrangeira. A estrutura de impostos no Brasil encarece os carros, principalmente no mercado interno. Não é incomum saber de carros daqui vendidos no exterior terem preços maiores que os praticados domesticamente.

É o tipo de medida que não beneficia as montadoras, que preferem produzir lá. Por outro lado, isso pode aumentar a produção local, ao mesmo tempo em que se aumenta o valor dos já caríssimos carros vendidos aqui.

Fonte: Folha de São Paulo

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